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Pesquisa revela os profissionais mais em falta no mercado mundial

Por Andrielle Bressane 18 de agosto de 2015

Pesquisa recente feita por um grande grupo de gestão de recursos humanos revelou dados até certo ponto surpreeendentes sobre o mercado de trabalho em 42 países. O levantamento é realizado há uma década e tornou-se uma espécie de termômetro para avaliar os segmentos com maior carência de profissionais qualificados.

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Os motivos que têm levado as empresas a enfrentar dificuldades em encontrar mão de obra qualificada incluem:

  • Falta de qualificação técnica
  • Pouca ou nenhuma experiência
  • Comportamento inadequado ou incompatível
  • Exigência salarial acima do que se pode pagar

Entre os profissionais mais escassos no geral, figuram no topo das listas engenheiros, principalmente mecânicos, elétricos e civis e profissionais de Tecnologia da Informação (TI). Estão em falta mundialmente também profissionais ligados à Informática, como programadores e desenvolvedores.

A lista reserva algumas surpresas, como por exemplo, a falta de engenheiros no Japão, país em que a engenharia em diversos níveis é altamente especializada e desenvolvida. Há também escassez de profissionais de ofício, principalmente nos países mais desenvolvidos, como Estados Unidos e Israel.

E no Brasil, que profissionais estão mais em falta?

Engenheiros e profissionais de TI também estão em falta no mercado de trabalho brasileiro, entretanto essas duas categorias não estão no topo do nosso top 10 de mão de obra escassa. O profissional que tem sido mais difícil de encontrar, no Brasil, é o técnico, aquele com formação profissional de ensino médio.

De acordo com Donato Mingarelli, da Cezanne, empresa que desenvolve software de gestão de pessoas , existem problemas estruturais no Brasil que dificultam a formação de profissionais qualificados “o sistema de ensino brasileiro ainda precisa se aprimorar em diversos aspectos. Primeiramente, é preciso abandonar a cultura de estudar para passar, que é incentivada sobretudo por pais que só estão interessados em não perder o dinheiro investido em mensalidades e material. Sem uma base educacional sólida, que realmente prepare o profissional, é impossível o pleno desenvolvimento da economia”.

A mesma pesquisa revela que, no ranking dos 10 profissionais mais em falta no Brasil, as 7 primeiras posições são ocupadas por trabalhadores de formação técnica. Portanto, faz todo o sentido em atribuir a escassez de profissionais ao sistema de ensino deficiente.