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Lis Lima relata experiência de turismo voluntário na África

Por Vale Jornal 10 de março de 2013

Por diversas vezes pensei em como seria tocar um animal selvagem, em como seria essa experiência, mas sempre tive a certeza de que seria impossível e que todos esses pensamentos ficariam apenas na imaginação, até que nessas férias eu decidi ir ao Google e pesquisei: “Trabalho voluntário na África”.
Confesso que, de primeiro momento, eu não pensei em trabalho voluntário, eu queria (e ainda quero) conhecer Nova York, Índia, Europa e afins, mas decidi fazer algo diferente, decidi dedicar meu tempo para ajudar.

O primeiro site que apareceu quando eu pesquisei foi o da CI Intercâmbio, sendo que o mesmo mostrava diversas opções de trabalho voluntário, bem como depoimentos de “ex- voluntários”. Confesso que fiquei maravilhada, minha vontade foi de fazer todos os projetos, mas escolhi apenas um, o Lion Park.

O Lion Park é um parque, localizado em Joanesburgo, o qual oferece uma interação de turistas com leões (de 4 à 7 meses), cheetahs, girafas, como também a visualização de hienas, suricatos, leões adultos (com suas respectivas famílias), antílopes, zebras, entre outros.

Os voluntários são como estagiários num escritório, mas dessa vez no mundo animal, você doa todo o seu tempo para as fofuras que se encontram no local.

O dia dos voluntários é dividido em shifts que duram de 1 à 3 horas, das 8 da manhã até as 18, ou seja, você acordará cedo para limpar onde os cubs dormem, trocar a água dos mesmos, varrer, retirar as fezes (tanto de girafas, quanto dos leões e das zebras), ou você fica na Nursery, local onde você prepara comida para os animais e cuida dos rescém-nascidos (que não é sempre que tem).

Claro que as vezes é entediante ficar em apenas um shift por 3 horas, como por exemplo: Você pode ser escalado para retirar tickets na portaria (ou Cub World Entrance); Mas também pode ser bom, você auxiliar os turistas em como tocar os cubs (e aproveitar para brincar com os leõezinhos).

Sei que todos tem dúvidas com relação à comida e sobre o local onde dormir, pois bem, o voluntário tem direito a café da manhã e almoço, mas toda segunda-feira é levado ao supermercado para comprar o que desejar, eu preferia preparar minhas próprias refeições, visto que a comida de lá era muito gordurosa (e/ou apimentada). Com relação ao local onde dormir, existem tendas com capacidade para 4 pessoas (homens dormem separados das mulheres), nenhuma contém banheiro, haja vista que os banheiros ficam do lado de fora.

Para finalizar, posso dizer que passar por essa experiência é algo maravilhoso, traz uma felicidade imensa; receber todo o amor desses animais, conhecer novas pessoas dos mais variados lugares do mundo, conhecer novas culturas e se doar para algo novo é muito gratificante, é algo único e que vale muito a pena.

Obs: Se for pra lá, passe um mês!

Lis Lima é estudante universitária no curso de Rádio e TV na FCSAC da Universidade do Vale do Paraíba em São José dos Campos.